Aqua (povo)

Povo não humano, uma raça humanoide da Via Láctea nativa do planeta Aqua. Também são chamados de homens-peixe.

Descrição Física e Fisiologia


Seus corpos são revestidos de escamas prateadas. Não possuem pernas, somente braços em forma de nadadeiras e uma possante cauda para nadar, parar e mudar de direção. Podem aguentar 2 ou 3 horas fora da água. Os aquas são essencialmente seres de sangue frio com um sistema primitivo para aquecer seus cérebros. Usam sonar para navegar e comunicações subaquáticas. São seres com forma semelhante à de uma foca, com boca enorme, sempre aberta, olhos pequenos, orelhas ovais. Possuem cerca de 1,50 m de comprimento, com uma saia carnosa onde se situariam as nadadeiras traseiras, e dois braços esbeltos que terminam em uma mão com quatro dedos (opostos dois a dois). A “saia” é de fato seu meio primário de locomoção. Não se movem como os peixes por meio das nadadeiras: aspiram a água pela boca, num fluxo contínuo, comprimem-na algum tempo no seu interior através de um órgão especial, e depois expelem o forte jato através de uma válvula traseira, bem abaixo da cauda. Em um movimento ondulatório, se abre na frente para engolfar água, fecha e comprime a água, e forçando através de dois tubos na parte traseira de seu corpo. Essa propulsão a jato permite que os aquas se desloquem pela água a aproximadamente 20 km/h. Ficam parecendo-se com verdadeiros torpedos ou foguetes vivos. O controle direcional é alcançado por aquaplanagem e direcionamento dos jatos. É interessante notar que os aquas são um exemplo excelente da inteligência como uma força seletiva na evolução. Dos animais mais desenvolvidos de seu mundo, só os aquas e um de seus parentes genéticos mais próximos (uma rara espécie primitiva e semi-inteligente) cuidam de seus filhotes. Seus descendentes nascem a partir de ovos. Os aquas adaptaram dois (dos quatro sacos de jato que possuíam) para guardar estes ovos até que eles choquem e poderem levar seus filhotes durante um tempo depois do nascimento. Esse desenvolvimento parece só ter sido alcançado pelos aquas porque eles tomaram uma decisão consciente para começar a proteger os jovens no início de seu desenvolvimento intelectual. Os aquas são essencialmente seres de sangue frio com um sistema primitivo para aquecer seus cérebros. Eles usam o sonar para navegar e a comunicação subaquática. Embora comida terrestre normalmente não seja venenosa para eles, conseguem muito pouca nutrição disso.

Características Psicológicas


Eles são seres pacíficos.

Doenças


Os aquas podem contrair a febre cerebral de Leye. Se eles são atacados por essa aflição, eles perdem repentinamente a inteligência e apenas emitem sons incompreensíveis e sem sentido. No estágio final, eles perdem todo o controle sobre seus corpos e morrem com violentas convulsões. A doença é causada por vírus e é considerada incurável até o século XIV NCG. Faz parte do currículo de biologia marinha da Terra.

Tecnologia


Não se tem conhecimento. Por causa das limitações de desenvolvimento tecnológico em meio subaquático, os aquas tenderam a especializar-se em procriação seletiva e um pouco de engenharia genética voltada para a produção (especialmente em energia e agricultura). Eles têm uma compreensão bastante boa de mecânica. Os aquas têm uma tecnologia biológica avançada e, com acesso para desenvolvimentos genéticos dos terranos e aras, o que trouxe grande avanço para suas habilidades em bioengenharia. Porém, eles não são muito bons com tecnologia eletrônica avançada. Como resultado suas naves, meios de comunicações, tecnologia computacional, etc. são todos com tecnologia terrano/arcônida

História


Perto do ano de 1982, o quarto planeta do sistema Betelgeuse (o planeta dos aquas) estava ocupado pelos tópsidas como um posto avançado de seu império. Eles o acharam ocupado pelos aquas mas, desde que os aquas não tinham nenhum interesse na terra, os tópsidas os deixaram de lado. No ano de 1984, os terranos se encontraram com os aquas pela primeira vez, quando Perry Rhodan simulou a morte da Terra. A Terceira Potência levou os tópsidas a basear as forças de seu exército no terceiro planeta do sistema, e levou os saltadores a acreditar que este planeta era, na realidade, a Terra. Depois de uma pequena, mas acirrada batalha, os saltadores bombardearam o terceiro planeta com uma bomba de Árcon, destruindo-o. Através desse estratagema, julgou-se que a Terra tinha sido destruída. O Robô Regente de Árcon colocou várias naves no sistema para monitorar as atividades dos sobreviventes dos terranos, e com isso a ocupação do sistema pelos tópsidas perdeu seu sentido. Embora ainda houvesse um mundo habitável no sistema, o Império de Árcon não estava ampliando sua área de controle colonial e, assim, simplesmente puseram o sistema em quarentena para uso futuro (o fato que era pelo menos 10.000 anos-luz que separavam esse sistema do mais próximo pertencente ao império arcônida foi um fator importante para essa decisão). Os terranos foram pacientes. Eles enviaram alguns exploradores ao sistema para inspecionar a condição dos aquas (havia um pouco de preocupação sobre o seu destino devido a destruição de um dos planetas de seu sistema). Evitando as naves que controlavam a quarentena do sistema, eles puderam determinar que os aquas tinham sido só minimamente afetados pelos eventos no terceiro planeta. Apenas no ano 2052 o Império Solar estabeleceu contato oficial com os aquas, e lhes ofereceu o ingresso. Os aquas levaram 17 anos para acertar os detalhes políticos de sua entrada (principalmente assuntos de interações entre as várias nações de aquas). Desde então, foram uma das forças principais em exploração aquática no Império Solar e no Império de Árcon. Especialmente com o desdém dos arcônidas para colaboração mútua com seres que não fossem respiradores de oxigênio, o Império de Árcon mostrou ser uma área muito lucrativa para a exploração. Posteriormente, um posto comercial terrano foi estabelecido no continente do antigo quarto planeta, então Betelgeuse III. Depois da guerra entre pos-bis e laurins, que reuniu o Império Solar e o Império de Árcon de forma mais estreita (e, eventualmente, a USO), os aras tornaram-se sócios frequentes dos aquas, principalmente devido a um interesse em xenogenética.


 

Créditos: 

Fontes


  • PR48, PR49, PR103, PR1922.
  • Internet: Informações extraídas em parte do site Perrypedia (www.perrypedia.proc.org). This article uses material from the Perrypedia article “Aquas”, which is released under the GNU Free Documentation License 1.2. Informações extraídas em parte do site Perry Rhodan und Atlan Materiequelle (www.pr-materiequelle.de). Direitos das traduções: SSPG Editora, 2022.
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